PANORAMA FLORESTAL EM ANGOLA


Sérgio Fernando Kussumua1,2

1Centro de Ecologia Tropical e Alterações Climáticas, Huambo-Angola;

2Laboratório de Sistemas de Informação Geográfica e Detecção Remota da Faculdade de Ciências Agrárias da Universidade José Eduardo dos Santos, Huambo-Angola.

E-mail: sergiofernando90@hotmail.com

Resumo

Objetivo: o estudo centrou-se nadescrição geral das florestas em Angola do ponto de vista ambiental, social e económico. Métodos: Fez-se um estudo exploratório que utilizou a bibliometria e a análise de conteúdo como ferramentas metodológicas. Resultados: O estudo permitiu perceber a distribuição e os tipos de florestas que predominam em Angola e os impactos causados nesse ecossistema. Kussumua e Quissindo, 2020 mostraram nos seus estudos que houve uma considerável redução (20%) da floresta nativa (Miombo) devido à pressão da população por exploração e conversão em áreas de cultivo. Assim, para estes autores a actual área florestal desta zona é de 30 955 700 ha (53% do Miombo 25% da área do Angola). A perda anual estimada de florestas é de 332 982 ha e o ganho anual é de 2 794 ha. A indústria florestal em Angola é constituída fundamentalmente por unidades processadoras de madeira de pequena e média dimensão, designadas por serrações e carpintarias, cuja capacidade instalada é estimada em 500 – 600 m-3*dia, ou seja, 100.000 – 150.000 m-3*ano. Entende-se que as principais causas da degradação das florestas em Angola são o desmatamento para a produção de carvão e para a agricultura e os incêndios. Conclusão: percebe-se que é de caracter urgente que sejam desenvolvidas políticas que visam a mitigar a exploração insustentável dos recursos florestais com base no panorama actual apresentado, devido a relevância ambiental e socioeconômico que essas florestas proporcionam.

O artigo representa ainda um desafio para especialistas nesta área bem como os tomadores de decisão neste sector em Angola.

Palavras-chave: Floresta, panorama, Angola, bibliometria.

ABSTRACT

Objective: the study focuses on the general description of forests in Angola from an environmental, social and economic point of view. Methods: An exploratory study was carried out that used bibliometrics and content analysis as methodological tools. Results: The study made it possible to understand the distribution and types of forests that predominate in Angola and the impacts caused on this ecosystem. Kussumua and Quissindo, 2020 showed in their studies that there was a considerable reduction (20%) of this forest due to pressure from the population for exploration and conversion into cultivated areas. Thus, for these authors, the current forest area in this area is 30 955 700 ha (53% of the Miombo 25% of the Angola area). The estimated annual loss of forests is 332 982 ha and the annual gain is 2,794 ha. The forestry industry in Angola consists mainly of small and medium-sized wood processing units, known as sawmills and carpentry, whose installed capacity is estimated at 500 – 600 m-3 * day, that is, 100,000 – 150,000 m-3 * year. It is understood that the main causes of forest degradation in Angola are deforestation for coal production and agriculture and fires. Conclusion: it is perceived that it is urgent to develop policies that aim to mitigate the sustainable exploitation of forest resources based on the current scenario presented, due to the environmental and socioeconomic relevance that these forests provide.

The article also represents a challenge for specialists in this area as well as decision makers in this sector in Angola.

Keywords: Forest, panorama, Angola, bibliometry.

INTRODUÇÃO

O território Angolano tem uma superfície estimada de 1.246.700 km2, dessa extensão territorial encontra-se uma imensa alíquota florística dos mais diversos tipos. Por tanto, da admirável biodiversidade vegetal, Angola tem um património que carece ainda de muitos estudos para entender a sua riqueza e dinâmica. Estima-se que a área florestal do nosso país, representada e/ou distribuída por ecorregiões, seja de 69,3 bilhões de hectares, correspondente a 55,6% do território nacional (IDF, 2015). Ver figura 1.

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